Não, não sou a única! Felizmente...
«O Virús
(...) Posto isto e os factos, sobejam motivos para temer que o País esteja de novo a incubar essa estranha doença que à falta de melhor podemos designar por febre nacional-futebolística, que deixa os pacientes em estado de euforia e alienação colectiva antes de mergulharem em profunda depressão, seja qual for o resultado da Selecção, mal o campeonato chegue ao fim.
O governo de Sócrates, tal como os seus congéneres por esse mundo fora, não só estimula como cavalga a onda do vírus «desvortivo», fazendo de conta que é sinónimo de confiança, sinal de retoma, demonstração de sucesso. Com os espíritos entretidos com o futebol (e com as touradas e os fados e os casinos e as galas e os festivais... que infestam o dia a dia televisivo a lembrar cada vez mais as programações do fascismo), é de esperar que não sobre muito tempo para o «resto».
O encerramento de empresas e o desemprego ficarão ao recato de manchetes, tal como as 100 000 crianças em risco existentes em Portugal, o assalto à Segurança Social, o aumento da idade de reforma, a liquidação do Serviço Nacional de Saúde, do direito à educação, à habitação condigna, etc., etc., etc..
Cá como no resto do mundo, a hora é de futebol e de exploração de gente mais ou menos bem intencionada. Enquanto isso, como há tempos revelou a Unicef, no Brasil - paradigmático exemplo de samba/fado e futebol - uma criança morre a cada cinco minutos, na maioria dos casos de fome. O correspondente a dois "Boeings 737" de crianças mortas por dia. Sem direito a estádios, nem cobertura televisiva, nem bispos, nem registo no Guiness.»
Anabela Fino, Jornal «Avante!»
25 de Maio de 2006
O governo de Sócrates, tal como os seus congéneres por esse mundo fora, não só estimula como cavalga a onda do vírus «desvortivo», fazendo de conta que é sinónimo de confiança, sinal de retoma, demonstração de sucesso. Com os espíritos entretidos com o futebol (e com as touradas e os fados e os casinos e as galas e os festivais... que infestam o dia a dia televisivo a lembrar cada vez mais as programações do fascismo), é de esperar que não sobre muito tempo para o «resto».
O encerramento de empresas e o desemprego ficarão ao recato de manchetes, tal como as 100 000 crianças em risco existentes em Portugal, o assalto à Segurança Social, o aumento da idade de reforma, a liquidação do Serviço Nacional de Saúde, do direito à educação, à habitação condigna, etc., etc., etc..
Cá como no resto do mundo, a hora é de futebol e de exploração de gente mais ou menos bem intencionada. Enquanto isso, como há tempos revelou a Unicef, no Brasil - paradigmático exemplo de samba/fado e futebol - uma criança morre a cada cinco minutos, na maioria dos casos de fome. O correspondente a dois "Boeings 737" de crianças mortas por dia. Sem direito a estádios, nem cobertura televisiva, nem bispos, nem registo no Guiness.»
Anabela Fino, Jornal «Avante!»
25 de Maio de 2006
Pois é! Só que isso não interessa pááááá! Viva o futebol, só isso +é que conta para Portugal! Que interessa se o Governo nos lixa, quando podemos ver o Cristiano Ronaldo a fintar, ou o pauleta a chutar á baliza? Enfim, triste país este...
****X****
Cratera de
Tommy_Gun |
18:22